No romance O Cair da Noite, Isaac Asimov e Robert Silverberg utilizam-se de ficção científica para falar de ceticismo, tolerância (e intolerância) religiosa, iterdisciplinaridade entre ciências e rigor das ciências naturais.Mas não é de se assuatar por ser ficção científica. Afinal, para o autor, ficção antes de mais nada é o estudo de uma sociedade sobre possíveis condições diferentes das habituais.
E para tanto, bastou a Asimov colocar uma única e simples condição, para desenvolver esse excelente romance de ficção científica.
Asimov conta a história de um planeta (Kalgash) com 6 sóis.
Esse planeta, à princípio, desconhece a noite. E Asimov retratará essa sociedade, na forma como se organiza e como vive.
Todavia, o livro mostrará que não é bem assim que a banda toca, e que a noite cairá.
E o romance então se desenrolará sobre as conseqüências desse fato para os indivíduos em si e para a sociedade como um todo.
Não parece pretexto para um livro? Então, leitor, tente se imaginar na situação, de nunca ter visto a noite, e não fazer idéia da existência dela, nunca ter ficado no escuro, e de repente se ver em meio ao breu total.
O romance foi baseado no conto "Nightfall" também de Isaac Asimov, publicado pela primeira vez na revista Astounding Science Fiction em 1941.
Mais sobre o livro? Leia!
Quem leu e quiser debater mais, esteja convidado para os comentários.